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sábado, 9 de janeiro de 2010

Avatar terá sequência, afirma Cameron

 
Reprodução Avatar é 2º filme mais rentáveis dos últimos tempos.
Verdesmares.com.br
O cineasta James Cameron afirmou nesta quinta-feira (7) que o longa Avatar terá sequência e possivelmente um terceiro filme. "Sim, haverá um outro", afirmou o diretor durante uma exibição de Avatar, no teatro Arclight, em Hollywood, de acordo o site Worst Previews.

Veja o trailer de Avatar
Avatar conquistou nesta quinta o segundo lugar no ranking dos filmes mais rentáveis dos últimos  tempos, após acumular US$ 1,14 bilhão, perdendo apenas para Titanic, também dirigido por Cameron, segundo o site Box Office Mojo.
De acordo com o cineasta, o segundo filme custará menos que o primeiro, uma vez que as tecnologias estão criadas e o estúdio não precisará fazer um investimento de US$ 500 milhões para viabilizar a produção, valor de gastos do primeiro longa.
A sequência acontecerá a partir da lua Pandora. A ideia é explorar o planeta Polyphemus e suas luas, além do sistema solar de Alpha Centauri A, no qual está localizada Pandora e diversos planetas ainda não explorados pelo homem. Além dos Na´Vi, os nativos azuis, novas criaturas devem aparecer no longa. Ainda não há previsão de estreia.

segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

'Avatar' bate o novo 'Sherlock Holmes'

segunda-feira, 28 de dezembro de 2009, 07:02
Das Agências

O filme Avatar bateu o recém-chegado Sherlock Holmes nas bilheterias do feriado de Natal nos Estados Unidos.
Avatar, longa em 3D do diretor de Titanic, James Cameron, lucrou US$ 75 milhões durante três dias começando em 25 de dezembro, disse a distribuidora 20th Century Fox.
O longa perdeu apenas 3% de sua audiência no fim de semana lucrando US$ 212,3 milhões em dez dias de exibição nos Estados Unidos e no Canadá.
O filme do diretor britânico Guy Ritchie, Sherlock Holmes, aparece em segundo lugar com US$ 65,4 milhões, dois dias após registrar US$ 24,8 milhões na estreia durante o feriado de Natal.
O longa, com Robert Downey Jr. como o detetive foi lançado pela Warner Bros. Observadores da indústria projetaram uma estreia com pelo menos US$ 50 milhões.

domingo, 20 de dezembro de 2009

Vida depois de Titanic


Avatar agrada ao público que assistiu à sua pré-estreia, na última quarta-feira, principalmente pela cenografia e pelos efeitos especiais
Publicado em 20/12/2009 | Annalice Del Vecchio

A tão esperada megaprodução Avatar, novo filme de James Ca­­meron, diretor do melodrama Titanic (1997) – até hoje recordista mundial de bilheteria, com renda acumulada de US$ 1,9 bilhão de no mundo –, não desapontou os espectadores curitibanos que assistiram ao filme em primeira mão na última quarta-feira (16), na Sala Imax do Shopping Palladium. “É um novo passo para os filmes de ficção científica”, diz a estudante Caroline de Lima, de 13 anos.

A garota está certa. A produção mais cara da história, com orçamento total de US$ 500 milhões e que levou 12 anos para ficar pronta, tem sido considerada um divisor de águas no cinema, ao menos em termos de tecnologia. “Valeu cada centavo dispendido”, disse Shei­­­­la Ribas à saída do cinema, que ainda não tinha visto um filme em 3D. Quem viu, sabe que animações recentes como Up – Altas Aventuras e Os Fantasmas de Scrooge são fichinha perto deste filme que utilizou tecnologias criadas especialmente para sua produção.

Câmeras bem menores
Saiba mais
Leia sobre a superprodução Avatar, de James Cameron
Correto
Um heroi paraplégico. Um planeta que é ameaçado pela ganância e a belicosidade humana. A natureza em perigo. Um amor entre desiguais. O roteiro de Avatar privilegia temáticas politicamente corretas.
Recorde
O filme pode desbancar outra produção de Cameron, Titanic, de 1997, até hoje recorde mundial de bilheteria com renda acumulada de 1,9 bilhão de dólares.
Revolução
Após 12 anos, Avatar marca o retorno de Cameron ao cinema com uma produção feita com recursos tecnológicos que revolucionam o cinema em tecnologia 3D.
Milionário
O filme teve um orçamento milionário, de cerca de US$ 500 milhões, necessários para obter a tecnologia adequada para retratar com precisão a história feita 60% de imagens digitais.
Cópias
O filme tem estreia nacional em 500 cópias, 110 delas em versão 3D, duas delas sendo exibidas nas duas únicas salas Imax do país, uma em São Paulo, outra em Curitiba.
Prêmios
Avatar já faturou quatro indicações no Globo de Ouro: melhor filme dramático, diretor, música original e trilha sonora.
James Cameron mandou fabricar câmeras muito menores que as co­­mumente utilizadas para filmar em 3D e, assim, pôde aprofundar a captação de movimentos e a profundidade de campo impressionante do cenário – mesmo que um pouco desfocadas, há cenas em que o espectador precisa mover o olhar pelos vários cantos da tela para dar conta de tantos detalhes paralelos ao primeiro plano.
A técnica motion capture, que transfere os movimentos e expressões de um ator para as telas em forma de imagem digitalizada, já vem sendo utilizada em animações desde o lançamento de O Expresso Polar (2004), de Robert Ze­­meckis. Mas, com a ajuda de um capacete acoplado a uma câmera, Cameron conseguiu tornar os azuis e esguios seres do planeta Pandora, assustadoramente se­­me­­lhantes aos humanos.
Enquanto os atores atuavam diante de um fundo verde, Cameron os via em perfeita interação com os cenários criados em computador com a ajuda de uma nova câmera que ele encomendou ao estúdio Weta Digital, de Peter Jackson (da trilogia O Senhor dos Anéis), algo iné­­dito até então. Pela primeira vez, as cópias têm legendas em ver­­são 3D que, se por um lado, ainda ficam desfocadas se misturam por vezes às imagens, por outro, permitem ver o filme sem a necessidade de dublagem.
História convencional
Mas nem só de efeitos especiais se faz um bom filme. “A história pode não ser muito criativa, mas era o que eu es­­perava. É emocionante, tem a mistura certa de guerra, amor”, diz Caroline de Lima.
O enredo também agradou ao estudante Rodrigo Richa. “Eu esperava menos”, disse, sobre a história futurista que se passa no planeta Pandora, no ano de 2154, onde os terráqueos tentam colonizar o país em busca de um minério precioso depositado bem abaixo das moradias do povo local.
Os Na’vi, como são chamados os seres azuis muito altos, esguios, de cabelos perfeitamente arrumados em dreadlocks e colares semelhantes aos de povos indígenas do planeta Terra, vivem em perfeito equilíbrio com a natureza: não matam animais sem necessidade e têm a capacidade de ligar-se à natureza por meio do afeto e de suas longas tranças que literalmente se plugam às árvores e aos animais.
Parelelo – mas não em concordância – com a intenção dos exploradores e militares de dominar o local, está um projeto gerenciado pela cientista Grace Augustine (Sigourney Weaver). Ela envia avatares – corpos de Na’vis controlados por voluntários humanos – para a floresta a fim de conviver com seus habitantes e, assim, colher informações.
O fuzileiro naval Jake Sully (Sam Worthingon, de O Exterminador do Futuro: A Salvação) ficou paraplégico e, sem muitas perspectivas profissionais, decide substituir o irmão gêmeo, que morreu acidentalmente, no projeto Pandora.
Ele se infiltra entre os Na’vi, como um avatar, com a missão de transmitir tudo o que vê ao truculento coronel Miles Quaritch (Stephen Lang, de Inimigos Públicos).
Mas o fuzileiro com pinta de durão se deixa envolver pelos encantos do povo azul e pela liberdade de, como avatar, usar suas pernas inutilizadas para escalar as gigantescas árvores e montanhas flutuantes da floresta, ao lado de sua mentora entre os Na’vi, Neytiri (Zoe Saldana, de Star Trek), por quem se apaixona.
Por essa curta sinopse, se percebe logo que o enredo é convencional e parece reunir elementos de um punhado de outros filmes: reconhece-se logo Guerra nas Estrelas, Matrix, O Se­­nhor dos Anéis, o próprio Titanic, Parque dos Dinossauros e até Harry Potter – este último, nas cenas em que os Na’­Vi voam em bichos que se assemelham a pterodáctilos.

Se a tecnologia é sofisticada e oferece um visual belíssimo, como a floresta que por vezes lembra uma discoteca de luzes psicodélicas, o roteiro é armado sobre um conjunto de clichês e maniqueísmos. A duração do filme – de quase três horas –, incomodou um pouco, um pouco menos pelo desenvolvimento da história, que da metade para o fim ganha agilidade rumo a um súbito final feliz, e mais pela vontade de ir ao banheiro e pelos óculos, que após um tempo começam a machucar atrás das orelhas.

sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

'Avatar' estreia hoje como longa mais caro da história

18/12/2009 - 08:45


Agência Estado



São Paulo - Uma década para criá-lo e quase meio bilhão de dólares investidos transformam "Avatar", que estreia hoje, no longa mais caro da história. Além disso, o diretor James Cameron e Peter Jackson (de "O Senhor dos Anéis"), responsável pelos efeitos visuais, desenvolveram uma nova tecnologia para filmar em 3D. Enfim, tudo que cerca esse filme é grandioso.

Por isso, toda a expectativa gerada em torno de "Avatar" se justifica. A história em si é simples, mas já prenderia a respiração do público mesmo se os detalhes gráficos não fossem tão precisos. O que se vê na tela é um mundo novo, com animais incríveis, fauna exuberante e uma riqueza de detalhes antes inimaginável.

A expectativa por essa experiência já gera procura. Nos primeiros dias de vendas na sala Imax, no Shopping Bourbon Pompeia, mais de mil ingressos foram vendidos. Ainda restam alguns lugares em poltronas não tão boas. O espectador que quiser saber de fato como é essa nova tecnologia só conseguirá achar ingressos para a semana que vem. Até lá, a saída é se contentar com as salas de cinema comuns.

Somente em cópias, "Avatar" ocupará mais da metade das salas do País. Foram feitas 500 cópias em 35mm, outras 110 em 3D e duas em Imax - também em 3D, mas com qualidade de imagem e som superiores. Uma delas está no Shopping Bourbon, a outra em Curitiba, Paraná.

Cameron sabe usar bem seus orçamentos estratosféricos. Em 1994, ele foi o primeiro cineasta a fazer um filme acima de 100 milhões de dólares, com "True Lies", e criou e dirigiu marcos do cinema, como "Exterminador do Futuro 2" (1991), "Aliens: O Resgate" (1986) e "Titanic" (1997).

Humanos versus avatares

O roteiro de Avatar se passa em Pandora, um planeta distante, onde os humanos estão explorando unobtainium, um metal raro e valioso. Por lá vivem os Na’vi, seres alienígenas em perfeito contato com a natureza, que se organizam em tribos e moram sobre a maior reserva de metal do planeta. Um empresário ganancioso e um militar sanguinário estão prontos para destruir o local sem dó. Enquanto isso, um grupo de cientistas desenvolve um projeto científico que transfere a consciência humana para corpos Na’vi gerados em laboratórios, os avatares. Jake Sully (Sam Worthington) é paraplégico e vê nessa transferência a oportunidade de voltar a andar.

A missão de Sully é se infiltrar entre os Na’vi e descobrir como eles vivem. Os dados dessa espionagem são passados aos militares que preparam o ataque. Sully, no entanto, se apaixona por Neytiri (Zoë Saldana), uma nativa, e ao perceber a crueldade com que os humanos tratam os aliens, resolve trair os humanos e ajudar os Na’vis. As informações são do Jornal da Tarde.

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

Venha para o mundo de Pandora


4 de dezembro de 2009
CINEMA
Zero Hora
Doze anos depois de “Titanic”, James Cameron impressiona a crítica com o revolucionário “Avatar”

Orçamento colossal, tecnologia visionária e muito trabalho até o último instante num filme cujo destino é uma grande incógnita. James Cameron já passou por isso, mas superou a aflição quando Titanic (1997) conquistou 11 Oscar, incluindo os de melhor filme e diretor, e faturou nas bilheterias mundiais US$ 1,8 bilhão, recorde que dificilmente será alcançado na história do cinema.

Essa expectativa ressurge na carreira de Cameron 12 anos depois, às vésperas da estreia mundial de Avatar, ficção científica com a qual o cineasta pretende apresentar as inovações técnicas para o cinema da era digital em que vem trabalhando de forma obstinada nesse tempo todo afastado do set.

Foi um período dedicado à realização de ocumentários submarinos nos quais Cameron testou câmeras, lentes e equipamentos desenvolveu para tornar possível a realização em 3D do filme chega aos cinemas na próxima sexta-feira. Avatar vai atrair o público? Cameron crê que sim:

– É difícil para mim imaginar que o filme possa ser um desastre comercial, que o público vá rejeitá-lo. Quem sabe teremos um primeiro fim de semana espetacular. Não acredito que isso vá se definir na segunda semana de exibição, ou na terceira. Titanic começou a dar lucro na décima semana em cartaz e foi líder de bilheteria por 16 semanas. Não espero esse desempenho de Avatar.

Se depender das primeiras impressões dos críticos, o diretor de sucessos como O Exterminador do Futuro (partes 1 e 2), Aliens – O Resgate e True Lies pode respirar aliviado. As primeiras sessões para a imprensa, semana passada, tiveram recepção consagradora (veja ao lado).

Com orçamento estimado em cerca de US$ 300 milhões, Avatar apresenta um mundo novo criado por Cameron, praticamente todo ele virtual. Em uma narrativa que faz referências a temas contemporâneos como preservação ambiental e tolerância às diferenças, o filme tem como protagonistas os Na’vi, habitantes de Pandora, planeta que é alvo da cobiça dos humanos por conta de seus recursos naturais.

Na tentativa de estudar e se aproximar das criaturas, cientista realizam experimentos com avatares, levando um militar deficiente físico a viver a realidade em Pandora pelo olhos e sensações de um Na’vi – o que provoca nele uma transformação existencial.