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segunda-feira, 12 de setembro de 2016

Lucio Mauro Filho revela a reação do pai ao vê-lo na Escolinha: 'Emocionado'

O ator Lucio Mauro Filho em cena como Aldemar Vigário na Escolinha do Professor Raimundo - Divulgação/Viva

A Escolinha do Professor Raimundo retorna à programação do canal Viva nesta segunda-feira (12) com mais episódios, mais piadas ácidas e mais emoção. Que o diga Lucio Mauro Filho. O ator interpreta pelo segundo ano o personagem Aldemar Vigário, consagrado na Escolinha original (1990-1995) por seu pai, Lucio Mauro. Ele revela que o ator, já com 89 anos, foi ao estúdio em que o programa está sendo gravado e se emocionou com o que viu.

"Meu pai ficou muito emocionado. Ele foi homenageado, esteve aqui conosco. Quando terminou, eu fui lá e perguntei: 'E aí, pai, gostou?'. Ele respondeu: 'Nunca imaginei que eu fosse voltar aqui', como se a escola estivesse montada o tempo inteiro. Foi um dia muito especial. Ele ama e não ama só o filho, ama todos os artistas, ficou emocionado com a qualidade do espetáculo. Ele não dá dica nenhuma, só se diverte, virou plateia", conta.

Lucio Mauro Filho também confessa que se emociona muito nas cenas com Bruno Mazzeo (filho de Chico Anysio), em que os dois homenageiam seus pais. O sentimento de saudade e nostalgia até ultrapassa os limites da sala de aula. Mazzeo afirma que já fez vários fãs chorarem só por representar na TV a lembrança de seu pai. "A Escolinha toca no afetivo das pessoas. Eu encontrava com gente na rua que vinha me falar: 'Via isso com meu pai, minha avó adorava'. Já aconteceu de eu entrar em táxi e o taxista começar a chorar. Várias pessoas falavam [sobre o programa] com carinho. Acho que isso é o mais forte", explica.

Além de Mazzeo e Lucio Mauro Filho, todos os outros comediantes (são 19 no total) retornam para a segunda temporada da Escolinha do Professor Raimundo, que terá 16 episódios inéditos _10 deles serão exibidos no canal Viva e todos entrarão na programação da Globo a partir do dia 16 de outubro.

"Quem entra aqui eu não deixo sair", brinca a diretora-geral Cininha de Paula. A temporada anterior foi ao ar em 2015 como um projeto do Viva de trazer de volta programas que fizeram muito sucesso no passado, como o Globo de Ouro e o Sai de Baixo. Desde então, os atores ficaram amigos e criaram um grupo de Whatsapp para manter o contato durante os meses do ano em que ficam longe da Escolinha, trabalhando em outros projetos.

O ator e roteirista Bruno Mazzeo, que assume o papel de Professor Raimundo na Escolinha

Nostalgia programada
Com uma equipe tão unida, há espaço para mais comediantes? Essa foi uma questão intrigante para a produção da Escolinha neste ano, que chegou a considerar adicionar novos alunos. "Nessa vez, eu queria que a gente tivesse acrescentado outros comediantes, mas eles não estavam disponíveis no momento para fazer alguns personagens, pessoas que a gente merece homenagear. Como Claudia Rodrigues, adoraria homenagear o 'beijar muito' [da personagem Talia] dela. Mas quando chegaram os textos eu vi que era suficiente. Não se mexe em time que tá ganhando. Ninguém vetou ninguém, foi um consenso nosso", explica Cininha.

Pelo menos por enquanto, a intenção, tanto da direção quanto do elenco, é manter apenas as homenagens a comediantes da Escolinha original, sem incluir participações especiais ou personagens inéditos. Também é da vontade de todos que o formato desse tributo, em temporadas com poucos episódios (bem diferente das edições diárias do passado), permaneça o mesmo.

"Todos nós fazemos muitas coisas, acho que juntar todo mundo aqui num período pequeno deve ser uma loucura para toda a equipe. Então acho que tem que ser feito assim, é até melhor para o projeto: fazer uma leva, deixar uma saudade e voltar depois", afirma Bruno Mazzeo. "Se a gente começasse a aparecer toda semana fazendo Escolinha, diriam: 'Estão se aproveitando dos velhos'", completa Lucio Mauro Filho.

O comediante Marcelo Adnet interpreta o personagem Rolando Lero em cena da Escolinha

Política na Escolinha
O formato e o elenco são os mesmos, mas o texto tem novidades. Nesta temporada, os redatores Daniel Adjafre e Péricles Barros aproveitaram o momento turbulento do Brasil na política para levar o tema para a sala de aula. Já no primeiro episódio, Dona Catifunda (Dani Calabresa) faz uma piada provocativa, dizendo que uma de suas brincadeiras no emprego novo, como animadora de festa infantil, é "milícia-e-ladrão".

"A sociedade brasileira está elétrica. Sem querer caracterizar a Escolinha de política, absolutamente, a gente não deixa de trazer alguns termos e incorporá-los nas piadas. Gravamos cenas que falavam de delação premiada, condução coercitiva, deputado ficha suja, não especificamente de ninguém. São termos que passaram a fazer parte do vocabulário do brasileiro e estão aqui em outro contexto, leve, como é o tom que a gente espera que a Escolinha tenha", comenta

Amparados pelo sucesso da primeira temporada e pelo talento dos comediantes, os autores prometem mais ousadia nos novos episódios. "Não sabíamos que teria segunda temporada, tínhamos preocupação e respeito com os personagens. Agora, a tendência é que a gente comece a se soltar um pouco mais, no bom sentido, trazer algumas características [novas], pirar um pouco. Isso é uma coisa que vai dar uma liberdade maior para a gente, que já está se refletindo com o elenco", afirma Barros.

A segunda temporada da Escolinha do Professor Raimundo será exibida de segunda a sexta, no Viva, às 20h30. Na Globo, irá ao ar nas tardes de domingo.

por Fernanda Lopes
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quinta-feira, 19 de maio de 2011

A Grande Família - Nenê é vítima de forças ocultas





Foto: TV Globo/Marcio Nunes
No próximo episódio de 'A Grande Família', previsto para esta quinta-feira, dia 19, Nenê (Marieta Severo) tem que tomar uma decisão importantíssima para seu bairro. Com a morte de Seu Osório, jornaleiro da vizinhança, cabe à presidente da Associação de Moradores decidir o destino dos R$ 50 mil que o senhor deixou para investirem no bairro. Após a notícia da quantia que Nenê tem para melhorar o local, propostas para o investimento do dinheiro não faltam. O problema, entretanto, é que cada um sugere um diferente destino para o valor: enquanto Agostinho (Pedro Cardoso) quer que dona Nenê melhore o asfalto da rua, Bebel (Guta Stresser) deseja que a herança sirva para a realização de benfeitorias no parquinho das crianças. Já Tuco (Lucio Mauro Filho) garante que o clube merece o investimento.


Muito indecisa e sem saber como usar o dinheiro do amigo falecido, Nenê recorre ao Pajé Muricy (Luis Miranda) para ajudá-la, mas o feiticeiro não tem as melhores intenções. Uma "força oculta", mais conhecida como Abigail (Márcia Manfredini), descobre que a presidente pretende pedir auxílio ao pajé e, antes de Nenê encontrá-lo, combina com ele de convencer a presidente a aceitar sua proposta para o investimento do dinheiro de Seu Osório: colocar câmeras de segurança na rua.

O episódio 'Forças Ocultas' está previsto para ser exibido dia 19.
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